Os lúcidos seguidores

7 de jul de 2013

Ela viu e não acreditou


            Ela olhou pela janela e viu suas raízes morrerem, não satisfeita e desiludida, mudou-se de corpo, como se o seu corpo, fosse algo que pudesse mudar. Com novos olhos e uma nova perspectiva, caminhou silenciosamente em direção a janela, um pouco tímida e sem jeito, segurando o braço e olhando para trás, faltava-lhe coragem. Em um impulso do momento, deu alguns passos para frente até enfim puder ver, a imagem que passava por aqueles vidros sujos e velhos, da pobre e ingênua janela. Nesse dia o desgosto caiu sobre ela, mesmo com outros olhos e um outro olhar, suas raízes ainda estavam a murchar, para sua maior indignação, quase tudo mudará, estava tudo tão belo.
            Suas raízes, são suas essências e de nada adianta mudar o frasco, se o conteúdo continua o mesmo. Triste, talvez cômico é não aceitar a realidade, desse nosso coração selvagem. É triste ver flores se abrindo e ao abaixar as cabeças descobrir que suas raízes de tão podres, já servem de adubo, para novas vidas.

            

Não preciso do óbvio


Não preciso ouvir o adeus
Para ver que o fim já esbarra em mim
Não preciso da obviedade
Para ver aquilo que eu sempre vi
Realidades que cercam e que me fazem
Não preciso ver seus olhos
Para saber de sua tristeza
Pois a tristeza já faz parte de mim
Não preciso de alguém
Talvez de você
Não preciso te falar certas palavras
Pois você sabe a realidade em que vive
E as ilusões que te alimentam
E não sou eu que vou ditar
Eu não preciso da obviedade
Preciso da complexidade
Complexa mulher que se desfaz
Se desfaz em pura simplicidade

5 de jul de 2013

Falsa liberta


Ela se diz livre e louca, mas se prende a raízes que ela mesma cultivou e a maltratou. Mudanças se fazem ao mudar o rumo e não apenas dar uma mera volta.