Os lúcidos seguidores
13 de jan. de 2013
O ego
12 de jan. de 2013
A mulher do poeta imaginário
Quando sentava para imaginar
Inventava sempre um poeta
A lhe ludibriar com versos
sutis
O mundo era apenas uma carta
certa
Escondida na manga, para
depois usar
Quando falava, escolhia na
sorte suas palavras
Palavras que ela mal sabia
usar
A água a purificava, a
limpava, a matava
Mata doce menina, revive
mulher, matar
Lágrimas salgadas misturadas
com a água doce do chuveiro
E a noção de viver lhe
faltava
Faltava a razão da equação
que era sua vida
Sempre esquecia, que tinha
que viver
Mas nunca esquecia o que
tinha que esquecer
O tempo a batia e a deformava
A deformação nos olhos do
tempo
E a transformação nos olhos
da alma
A alma vazava e a entregava
Quando imaginava um poeta
Seus olhos escorriam, lágrimas
Dormia a se ludibriar com as
palavras
10 de jan. de 2013
Janela da alma
Ao se apoiar na janela ela
esperava o monstro surgir da lagoa
Tinha a certeza de que tudo
ira acontecer
A casa sozinha chora por
companhia
Dentro da casa habita uma
alma, a chamar por outra
Uma alma calada, paredes
riscadas e uma janela escancarada
Sem portas, sem divisórias e
só paredes a desenhar o branco
Da janela ela grita, ela
pede, sua alma vaza
Vaza como água de um
reservatório, apenas vaza
Uma expressão, mil palavras
Ela é o que é, sem
fundações sólidas, ela flutua
A vida continua, e as paredes
continuam brancas a desdenhar
A janela que se fecha somente
na escuridão
Pois o cansaço do sono é o
mal de todos os homens
A casa se fecha, o corpo se
enrola
E a certeza agora já é tão
certa assim
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