Os lúcidos seguidores

21 de dez. de 2013

O lutador


            Ao deitar no chão, o seu corpo se entregava, como em um lutar em que o adversário batia, não três vezes, mas várias vezes ao chão, terminando assim o combate. Do chão você via os punhos que lhe derrubaram, sendo levantados e glorificados pelo feito. Era assim que o corpo estendido se sentia, de longe via os punhos erguidos e em sua face apenas a vergonha, só faltava a plateia.

            Nessa luta o adversário era um espelho, o sangue faltava. O ringue não tinha limites definidos. Nem mesmo tinha alguém para lhe sentar no banquinho e colocar gelo na sua nuca e dizer em seus ouvidos, algumas mentiras motivadoras.

Nenhum comentário: