Os lúcidos seguidores

5 de jan. de 2012

O Padrão


Vivemos por anos mergulhados em nos mesmos, acreditando na mesma verdade, ditando as mesmas mentiras, com o mesmos amigos, jurando o mesmo texto, e assim vivemos, repetindo o passado, fingindo o presente, e fingindo arquitetar um possível futuro, e perdemos o tempo muitas vezes embriagados, da mesma rotina entediante, que a vida nos dá, mas com o tempo áspero, vemos que somos conformados, a seguir a velha rotina de regras, para nos mantermos normais perante os outros.


O Grande Absurdo (Louis Ferdinand Céline)

A tristeza comum



A tristeza dói no peito, esvazia a alma, corrói nosso coração, dissimulada ela invade seu corpo, a tristeza lhe come, lhe domina, mas não deixe ela ser plena e te possuir por completo, se permita se sentir triste, ter o seu momento, depois disso não deixe tristeza lhe consumir, consuma a tristeza, e se torne mais maduro e conhecedor da dor, faça da tristeza seu aprendizado, e a use, até esgota-la.

4 de jan. de 2012

Se permita



Viva o que tenho que viver, não deixe ser julgado
Quando andar, não olhe para trás
Passos do passado
Já passaram, pense no futuro
Deixe se viver apenas
Não se prenda aos fatos
Não se iluda com a verdade
Se permita ao instinto da carne
Deixe seu coração selvagem
E viva, sem regras hipócritas 

3 de jan. de 2012

O traidor


Te amei de forma sincera
Dormi e dividi contigo prazeres
Que poderiam durar uma vida inteira
Fui para ti o teu complemento
O nosso amor imperfeito, nos satisfazia
Nunca neguei, sempre fui livre
O instinto de viver
Me guiou pelo mundo injusto
Talvez na imaturidade, liberdade
O puro instinto que veio a mim
Te trair num descuido
Ou apenas num pretexto
Nunca deixei de te amar
Mas ferir seus sentimentos
Seu amor ferido, morreu calado
Te trair, troquei meu amor
A razão do meu contento
Pelo prazer de alguns segundos
Troquei um momento passageiro
Por talvez uma vida ou apenas uma ilusão


Os bons tempos



Meu amor púbere e contínuo
Me entrelaçava o imo
Alimentava minha alma
Coração meloso, transbordava
Meu olhar cego de afeto
Via somente amor eterno
O tempo andou, na sua calmaria
Envelheceu sentimento, amor antigo
Que nos novos tempos
Batia franzino, sem contento
Os frutos desse amor, já não eram mas doces
Como nos bons tempos
Em que eu me lambuzada de você
Os dias e dias, que passaram
Carregados com eles foi a paixão
O habitual matou aos poucos
O sentimento quase que eterno
Desse meu tolo coração

O perdido



Eu procurei em mim, somente
Conhecer as verdades incontidas
Que desse estranho ser
Que se abriga dentro de mim
Procurei nele o meu eu
O corpo metafórico
Que se esconde na carne
Essa que sangra feito animal
Mas num descuido racional
Me perdi, apenas me iludi
Me perdi dentro de mim
Meu eu confuso, confundiu
A saída dessa loucura
Fiquei apenas a tentar entender
Que o meu eu era infinito
E infinito estou a tentar
A tentar me entender

2 de jan. de 2012

Cabelos ruivos



Quando vejo teus cabelos
Que me roubam o olhar
Quando vejo o seu corpo
No qual me perco no seu delinear
O tempo para, o coração dispara
E apenas você existe no momento
Em que fico a te admirar
Teu corpo de mulher
Que transborda de desejos
Teu olhar de menina
Que me encanta, me deixa sem jeito
Teu jeito de moça
Que encanta meu coração
Tua boca desenhada
Desenha minha imaginação

Desilusão


Cheguei um dia pensar, a sonhar
Que me embebedaria do seu gozo
Que me perderia dentro de ti
Mas aquilo foi apenas um momento
Em que a ilusão tomou conta de mim
Meu pensamento, agora realidade
Sabe que na verdade, foram apenas palavras
Palavras sem nenhum fim

1 de jan. de 2012

Um novo dia


Um novo dia surgi
Um novo olhar aparece
Um novo sol que queima
A velha casa, a velha cama
Os velhos sentimentos
Agora morrendo, para dar lugar apenas
As tolas expectativas desse meu coração
O velho eu, a velha carcaça
Morreu ontem, se extinguindo
Um novo eu, um novo tudo
Nasceu junto com o dia
Nesse dia em que tudo é novo