Os lúcidos seguidores

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4 de ago. de 2012

Errar é humano



O ser humano
Crítico e inteligente
O ser humano
Perdido no seu ego
O ser humano
Humano na palavra
E desumano durante sua vida
O ser humano
Errando e errando
E fazendo sua história
Já dizia o ditado
Errar é humano
Persistir no erro
É mais humano ainda


9 de jun. de 2012

Preciso

"Às vezes me encontro
Envolvida por lembranças
Enxergando a minha frente
Tudo o que deixei pra trás...
(...)

Eu preciso sentir o amor
Eu preciso sentir a dor
Eu preciso sentir...

Por favor..."


Hoje estou tão feliz que resolvi postar um trecho de um dos meus poeminhas :)
Boa noite.

30 de mai. de 2012

A ilusão do poder



A ilusão do poder
É a vontade de querer
Sem nunca puder ter
Aquilo que se tem
Mas nunca vai saber

21 de mai. de 2012

Passos Marcados




O tempo é perfeito no futuro
O futuro é sempre pensamento
O tempo meio sem jeito
Passou no seu passo marcado
Momentos carregados
O tempo constante
Constantemente me faz duvidoso
Sobre um futuro recente
Só me resta no tempo de agora
As lembranças de outrora 

16 de mai. de 2012

Uma busca incessante



Procuro numa busca incessante
A sobriedade que deixei esvair nos momentos de devaneios
Procuro para ter o mínimo de lucidez
Quando eu me perder de mim
Procuro a sobriedade no último gole, no beijo mal amado
Embaixo da minha cama velha, porém mal usada
Nas regras de sobrevivência, eu a procurei
Que a sobriedade ilumine meu caminho árduo
E que me envenene com sua razão

30 de abr. de 2012

Essas coisas




Essa nossa mania de felicidade eterna
Essa nossa angustia de querer tudo
Apenas tudo
Essa nossa verdade, que sempre quer estar certa
Essa certeza de que tudo dará certo
Quando na verdade, não existira nada depois do amanhã
Essa vontade inesgotável de querer ser único
Repetindo os mesmos passos, que um dia já foram dados
Essa nossa hipocrisia de querer reclamar
Essa nossa preguiça de não querer fazer nada
Apenas questionar, apontar o dedo
Talvez essa seja a verdade
Talvez essa seja mais uma mentira bem contada

10 de abr. de 2012

Andando por ai



Todo dia eu saio vestido com a minha melhor roupa
Para vê se te encontro em uma esquina qualquer
Saiu sem rumo, perdido dentro de mim
Não sei se eu sumo ou grito em uma janela qualquer
Quem nunca esquece, sempre há de reconhecer
Aquele nos fere e nos faz viver
Por isso saiu a rua tentando me achar
Queria ser mais sincero e fazer o que não fiz
Para quem sabe um dia te conhecer
E num relance puder ser feliz



9 de abr. de 2012

O samba de um tempo que passou



Saudade essa me que mata, que me alimenta
Saudade essa me faz ser o que eu sou
Apenas um homem com saudade
De um tempo que passou
E da saudade eu fiz um samba
Do samba fiz minha alegria
Alimentada por aquela lembrança
Que virou um samba de esperança
Desse amor que acabou ou daquele tempo que passou

5 de abr. de 2012

Espírito de menino



Nunca terá juízo ou maturidade
Nesse corpo de menino
Sempre há de brincar e ser feliz
Não saberá que a vida é infelicidade
Pois sua vida é de menino, sem idade
Suas dores são das quedas quando joga bola
Suas lágrimas são de bira
Seus amigos são eternos no seu pensamento
Nunca terá juízo ou maturidade
Nesse corpo de menino que parece homem
Menino é o inverso de homem
Homem é o menino desiludido

27 de mar. de 2012

Momentos de um homem



Ele tentou transformar a vida medíocre
Em tudo que o completasse e o iludisse
Achou que era homem, viu até verdade
Num passo em falso, viu de longe a ruína
Ilusão barata, se quebra pedaços em vinte
O homem, carcaça, se vê menino ferido
Nos últimos dias, viu a realidade
Realidade que o destruía
Viveu menino franzino, morreu homem realista

16 de mar. de 2012

A bebida, as desilusões e as consequências



Beberei uma dose para cada amor que tive
No mais velho e vistoso copo de cristal
Talvez na loucura real, faça isso sem medo
Mas com certeza a dúvida irar me tomar
Beberei de um só gole, sentido tudo aquilo rasgar
Descendo de goela abaixo, fazendo estragos
No final das doses não saberei, não mesmo
Se estarei sóbrio ou totalmente embriagado
Poderei eu ficar fora de mim com apenas um gole
Ou mesmo lúcido quando terminar a garrafa
Beberei, mas temerei as consequências
Não sei que efeitos poderiam ter hoje
Aquilo que eu senti quando eu era outro alguém

14 de mar. de 2012

Meu esconderijo



O livros e mais livros guardados
Guardam um pouco do meu passado
Escondidos nas entrelinhas
E os frascos vazios de perfume jogados ao  chão
Denunciam minha tola vaidade
Que tenho por essa minha imagem
De rapaz de bem e de poeta lúcido, aparentemente louco
As roupas fora do cabine, o terno amassado
A gravata perdida e a cama toda pisada
Exprimem todo o meu cuidado
Cuidado sincero, diga-se de passagem
Ao fechar meu quarto e partir
Deixo nele alguma parte desse meu eu
Perdida entre as bagunças que deixei
Entrelaçadas nas palavras que ali escrevi
Guardadas na memória de minha escrivaninha

13 de mar. de 2012

As lástimas de um homem



As tuas lástimas pelas consequências do homem moderno
Pela obviedade do momento e pelas leis
Não podem ser traduzidas em poesia
Nem mesmo em simples palavras jogadas
As tuas lástimas escondidas entre teu peito franzino
Que inflama e te consome, só podem ser sentidas
E ao levar do tempo, consumidas
E no término, maturidade saciada de momentos, evoluirá
Sobre o homem, o mesmo que te ludibriou

12 de mar. de 2012

O absoluto




Não podemos nada, contra aquilo que é absoluto
A estátua de pedra, a vida ou a morte
Murros na parede de concreto, só machucaram os dedos
O improvável nos motiva, a desilusão nos acorda a tapas
A vida no seu jeito dissimulado, anda ao seu lado
Cúmplice de seus atos, te ensinando a existir
Não podemos nada, contra aquilo que é absoluto
Só podemos nos conformar ou lutar contra o improvável