Os lúcidos seguidores

3 de jan de 2012

Os bons tempos



Meu amor púbere e contínuo
Me entrelaçava o imo
Alimentava minha alma
Coração meloso, transbordava
Meu olhar cego de afeto
Via somente amor eterno
O tempo andou, na sua calmaria
Envelheceu sentimento, amor antigo
Que nos novos tempos
Batia franzino, sem contento
Os frutos desse amor, já não eram mas doces
Como nos bons tempos
Em que eu me lambuzada de você
Os dias e dias, que passaram
Carregados com eles foi a paixão
O habitual matou aos poucos
O sentimento quase que eterno
Desse meu tolo coração

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